Boa Tarde
Leitores!
Mediante tantas
especulações de que o fim do mundo seria no dia 21 de dezembro de 2012, eis que
estava eu a pensar “E se, de fato, ele
realmente acabasse?” - Seja hoje, amanhã, semana que vem...- E, a nós, apenas restasse semanas, dias, horas
ou mesmo apenas alguns minutos de “vida terrena”... o que faríamos? Convido-lhes a, também,
refletir sobre isso. Digo, refletir sobre tudo que já fizemos nesta vida, o que
gostaríamos de fazer antes do fim, o que não fizemos, os desejos, sonhos e
metas tão arduamente arquitetados em nossa mente mas, que nem sempre, exteriorizamos
para o campo da realização, seja por medo, vergonha, desinteresse ou, mesmo,
falta de estímulos. Quão profundamente iríamos ao nosso interior? Até que ponto
nos permitiríamos descortinar? Teríamos nós coragem de abrir as portas dos
sonhos abafados? Teríamos nós a coragem de fazer o certo, de fazer o desejado, de
concretizar o projeto tão idealizado? Todos somos seres humanos racionais,
deveríamos saber responder isso, se não prontamente, ao menos com determinada
certeza e/ou firmeza. O que nos falta então? Precisamos estar realmente á
iminência de um “fim do mundo” para que tenhamos motivos suficientes para agir?
Vos digo que, se o mundo realmente fosse
acabar em uma data “X” determinada pelos astecas, os maias ou qualquer outro
povo antigo eu- vejam bem EU- buscaria retomar o filme de minha vida, as rédeas
dos sentimentos ruins, das atitudes de alguma forma erradas – não necessariamente
que eu julgue erradas- os momentos raros
e impossíveis de recuperar, coisas, lugares e pessoas que, de alguma forma,
deixei que passassem e/ou saíssem da minha vida sem mostrar o real sentido que
as mesmas têm/tinham no meu existir afinal - Como citou John Donne: “Nenhum homem
é uma ilha isolada”- somos um conjunto de sentimentos, ações e reações em
relação aos demais seres humanos. E
você? O que faria? Ou melhor, faria? Diria? Realizaria? Ou que seja, ao menos
se permitiria sonhar como seria?
Não deixe que
apenas as situações de iminência, pressão ou qualquer outra forma de coação
guiem suas realizações. Não deixe que apenas um “fim do mundo” determine se
vais ou não realizar os teus desejos. Enfim, não esperemos o “fim do mundo” para
ver, o que realmente é importante e essencial nesta vida, seja em que campo for.