Boa Tarde Leitores!
É certo que existem crianças que trabalham e tem carga horária de adultos. Isso não começou agora.
O trabalho infantil no Brasil sempre foi uma realidade. Essa atividade existe desde os tempos em que nosso País nada mais era do que uma colônia de Portugal. Naquele tempo não existia distinção de idade. Se fosse considerado inferior, trabalharia. Uma das épocas em que as crianças mais foram exploradas, foi a da escravidão. E essa cultura de que o inferior é quem deve trabalhar, veio vindo através dos séculos, e hoje é vista entre nós. Sabe-se da existência de crianças trabalhando em carvoarias, serviços terceirizados, atelieres, e até mesmo em sinaleiras, onde usam suas habilidades para fazer graça e seus olhares infantis para arrecadarem a maior soma em dinheiro todos os dias.
Temos conhecimento de que já foram tomadas algumas atitudes para inibir este tipo de trabalho. Insuficientes, é verdade. Não há sentido em mudar isto no papel, e não mudar a visão das pessoas. É preciso que haja uma conscientização mútua, uma união de forças entre a sociedade que se una para fazer valer os direitos destas crianças, e os governantes para que formulem Leis condizentes com a realidade. Ela deve ser estudada e discutida para que haja melhor entendimento sobre a questão. Só assim, talvez um dia cheguemos a ver os direitos e interesses de nossas crianças sendo devidamente assegurados e monitorados.
* NA: Este texto foi escrito por mim em 2009. O transcrevi aqui para o blog pois achei interessante, remexendo em minhas "velharias" tê-lo encontrado, relido e constatado que se o mesmo texto tivesse sido escrito hoje, teria o mesmíssimo conteúdo batendo totalmente com a realidade de hoje. Pois bem, deves estar te perguntando: "O que ela esperava que acontecesse em quatro anos somente? Um giro de 180°?". É, talvez realmente fosse pedir demais mesmo mas, quem sabe daqui a 10, 20, quiçá 30 anos eu não possa reler este texto novamente e ver como a realidade mudou! (Afinal, "sonhar não custa nada", e os nossos sonhos somos nós quem fazemos ;D )
"Eu gosto do estranho, do incomum. Gosto daquilo que confunde, que permite diferentes interpretações, que fica nas entrelinhas. (...)" Martha Medeiros
domingo, 13 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Apenas Oceans Of Time...
Bueno, não é muito de meu feitio postar vídeos de divulgação mas, vindo de quem veio (Sim, sou mulherzinha e me derreti haha) e com a declaração (mesmo que subjetiva) que o vídeo contém, não poderia deixar de divulgar aqui...
Este cidadão do vídeo é meu namorido Michaell, nerd por escolha de profissão (alguém precisa trabalhar né? ;P ) e guitarrista solo (quando eu deixo ele em paz pra isso haha). Enfim, neste vídeo ele está tocando um dos solos de Oceans Of Time de Axel Rudi Pell, uma das minhas músicas (se não a mais) preferidas. Ainda não é o "melhor" dele como guitarrista mas, é uma boa amostra do que meu querido namorido é capaz ;D
P.S: Amor, não costumo te elogiar muito (afinal teu ego já é enoooorme sem isso, imagina se eu começar a elogiar né ;P) mas, quero que saibas que amei tu teres aceito aprender a tocar e gravar ( e com dedicatória...pasmem!) a Oceans...Tu sabes o significado desta música para nós e o quanto me fez feliz me fazendo relembrar belos momentos ao som do meu solo preferido tocado por ti...Obrigada! Te amo *-*
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Odisséia Diária
Boa Noite Leitores!
Tu, que usas transporte público, já deves ter chegado á uma conclusão óbvia: Ônibus lotados são uma realidade no Brasil. Eu, por exemplo, enquanto me divido entre sorver rapidamente o café, e literalmente "engolir" umas bolachinhas, me pego tentando lembrar em que altura da calçada o ônibus costuma parar, pois se eu estiver exatamente onde ele pára, conseguirei ser a primeira a entrar no ônibus, e quiçá encontrar o tão almejado lugar vago em meio aquele mundo de pessoas que parecem coabitar nos lotações. Você com certeza já deparou-se com aqueles passageiros folgados que ocupam um dos assentos, e põem suas respectivas mochilas, maletas, e até sacolas de supermercado no assento ao lado. É incrível como parecem alheios à superlotação do ônibus, e quando algum dos que estão em pé, resolve pedir-lhe a concessão de um dos bancos, o cidadão o fuzila com o olhar, suspira ou bufa, e demonstrando nítida irritação retira seus pertences para o outro sentar. Falando em folgados, lembro-me de certa vez em que peguei um ônibus lotado e sentei na poltrona do corredor ao lado de um senhor. Depois de pouco tempo, o homem pegou no sono, deitou em meu ombro e literalente o "babou". Eu gentilmente o acordei, exliquei o ocorrido, e pasmem! Ele anda chou ruim tê-lo acordado "só" por isso...Mas e quando não conseguimos lugar e precisamos viajar em pé? Uma tortura! É um tal de "com licença daqui", "passinho a frete por favor" dali...E as ginásticas que fazemos para não tocar no vizinho da frente, e não ser tocado pelo vizinho de trás? As quase homéricas negociações silenciosas para ver quem vai ficar com qual parte das barras de ferro do ônibus? Para conseguir desembarcar na parada correta, já começamos a nos movimentar umas duas paradas antes. Afinal muitas vezes é preciso abrir caminho entre as pessoas até chegar a saída. E quando por um descuido pegamos o ônibus errado? Olhamos em volta e nos sentimos "um atum na lata de sardinha". Não reconhecemos nenhum de nossos companheiros de "viagem do corvo". Então descemos do ônibus e esperamos a próxima "latinha" com o destino correto passar. Quando finalmente chegamos em casa, já nos pegamos pensando na missão quase impossível de encontrar um lugar vago em um ônibus brasileiro às sete da manhã...
Assinar:
Postagens (Atom)