Boa Noite Leitores!
Tu, que usas transporte público, já deves ter chegado á uma conclusão óbvia: Ônibus lotados são uma realidade no Brasil. Eu, por exemplo, enquanto me divido entre sorver rapidamente o café, e literalmente "engolir" umas bolachinhas, me pego tentando lembrar em que altura da calçada o ônibus costuma parar, pois se eu estiver exatamente onde ele pára, conseguirei ser a primeira a entrar no ônibus, e quiçá encontrar o tão almejado lugar vago em meio aquele mundo de pessoas que parecem coabitar nos lotações. Você com certeza já deparou-se com aqueles passageiros folgados que ocupam um dos assentos, e põem suas respectivas mochilas, maletas, e até sacolas de supermercado no assento ao lado. É incrível como parecem alheios à superlotação do ônibus, e quando algum dos que estão em pé, resolve pedir-lhe a concessão de um dos bancos, o cidadão o fuzila com o olhar, suspira ou bufa, e demonstrando nítida irritação retira seus pertences para o outro sentar. Falando em folgados, lembro-me de certa vez em que peguei um ônibus lotado e sentei na poltrona do corredor ao lado de um senhor. Depois de pouco tempo, o homem pegou no sono, deitou em meu ombro e literalente o "babou". Eu gentilmente o acordei, exliquei o ocorrido, e pasmem! Ele anda chou ruim tê-lo acordado "só" por isso...Mas e quando não conseguimos lugar e precisamos viajar em pé? Uma tortura! É um tal de "com licença daqui", "passinho a frete por favor" dali...E as ginásticas que fazemos para não tocar no vizinho da frente, e não ser tocado pelo vizinho de trás? As quase homéricas negociações silenciosas para ver quem vai ficar com qual parte das barras de ferro do ônibus? Para conseguir desembarcar na parada correta, já começamos a nos movimentar umas duas paradas antes. Afinal muitas vezes é preciso abrir caminho entre as pessoas até chegar a saída. E quando por um descuido pegamos o ônibus errado? Olhamos em volta e nos sentimos "um atum na lata de sardinha". Não reconhecemos nenhum de nossos companheiros de "viagem do corvo". Então descemos do ônibus e esperamos a próxima "latinha" com o destino correto passar. Quando finalmente chegamos em casa, já nos pegamos pensando na missão quase impossível de encontrar um lugar vago em um ônibus brasileiro às sete da manhã...
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